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Paulo Caldas

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Paulo Caldas


Até que ponto o real é real mesmo ou é apenas um espelho de sonho no qual a verdade é um ponto de vista?  A ambiguidade dos nossos anseios nos trazem inquietações filosóficas e espirituais porque são dúplices e tríplices ou as inquietações filosóficas e espirituais nos trazem anseios ambíguos porque são dúplices e tríplices?  Paulo Caldas, exímio artesão das artes plásticas, propõe uma “flecha mensagem” que nos atinge no peito, no coração... Como em René Magritte, para quem as ambiguidades de um quadro seu “vêm da sua natureza profundamente introspectiva e são a resposta de um pensativo observador para a vida superficial ao redor de si”, nas palavras de Edmond Swinglehurst, Paulo Caldas pensa o mundo filosófica e espiritualmente, tanto quanto ideológica e socialmente.  Suas influências, segundo suas próprias palavras, vêm mais do que leu e do que ouviu do que propriamente do que viu.  As leituras de Richard Bach (Fernão Capelo Gaivota, Longe é um lugar que não existe), Kh…

e-book Confluência dos quadrinhos na contemporaneidade . Trem de Ferro

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Leia gratuitamente o e-book Confluência dos quadrinhos na contemporaneidade . Trem de Ferro de minha autoria .


A novela gráfica insere-se em duas vertentes distintas e próximas ao mesmo tempo. Assim como a fotografia, o cinema e outras linguagens, ocorre sua presença no mass media, onde configuram-se as questões de redundância e da pregnância. Análise estética das semelhanças e contrastes com as linguagens da literatura e do cinema. Basicamente, adotaremos as teorias de Will Eisner, Moacy Cirne e Gaston Barchelard para analisar 3 histórias-em-quadrinhos: O Bebê de Valentina (Guido Crepax), Arzach (Moebius) e Sin City (Frank Miller). Inclui a história-em-quadrinhos TREM DE FERRO, de minha autoria.

http://www.recantodasletras.com.br/e-livros/6145469

Portinari

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Portinari Candido Torquato Portinari nasceu numa fazenda de café, próximo de Brodowski, interior de São Paulo, em 1903. Tendo pouco estudo e não completando nem o ensino primário, aos 14 anos de idade foi recrutado como ajudante por uma trupe de pintores e escultores italianos que realizavam restauração de igrejas e que passavam pela região de Brodowski.  Aos 15, deixa São Paulo e parte para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes.  Recebe vários elogios de professores e da própria imprensa e aos 20 anos de idade já participa de muitas exposições, sendo destaque em vários jornais.  Interessa-se pelo modernismo e a partir da vitória da medalha de ouro no Salão da ENBA, com uma tela deliberadamente acadêmica e tradicional, parte para Paris e tem contato com artistas como Van Dongen e Othon Freisz, além de conhecer Maria Martinelli, com quem passaria toda a sua vida. De volta ao Brasil, em 1931, muda completamente a estética da sua obra, valorizando as cores e as …

Livro no Brasil não é caro coisa nenhuma

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Uma longa resposta para a pergunta que não quer calar por Carol Chiovatto A
ideia de que livro é caro no Brasil é repetida à exaustão, até por
pessoas que não costumam comprar livros. Desde sempre ouço gente dizer: livro é caro aqui. Da hora. Então, por que defendo que livro no Brasil não é caro?Já
adianto que a resposta para isso é imensa. E vou enumerar cada um dos
motivos pelos quais tenho plena convicção de que, não só para mim como
para qualquer pessoa razoável, o preço do livro no Brasil é bastante
justo. Em
primeiro lugar, muitas pessoas acham o livro caro por causa do valor
que atribuem a ele — e aqui falo de valor agregado, valor psicológico, e
não monetário. Explico. O preço médio de uma promoção BigMac
no McDonald’s é vinte reais. É raro ouvir uma pessoa questionar o valor
do lanche. Até pode acontecer de dizerem que é caro em relação a outras
comidas; raramente, em relação ao seu preço no exterior. De todo modo, por que falei disso? Porque o valor do BigMac é o valor…

Arte, nudez e um debate distorcido

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Uma intelectualidade que considera inaceitável ou retrógrado que a sociedade se mobilize em defesa de suas crianças perdeu
completamente o bom senso

A opinião pública brasileira se mobilizou nas últimas semanas para questionar duas manifestações artísticas que envolveram a presença ou a participação de crianças e adolescentes. No primeiro caso, o da exposição Queermuseu, realizada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, obras com conteúdo sexual explícito contavam com a visitação do público infantil, inclusive com excursões de escolas ao espaço cultural. No segundo, a performance La Bête tinha a participação do bailarino e coreógrafo Wagner Schwartz, que ficava nu em uma área delimitada, sendo que o público poderia “manipulá-lo”. Em São Paulo, no Museu de Arte Moderna (MAM), uma criança aparentando não mais de 5 anos
interagiu com o artista – com a repercussão do fato, surgiram fotos mostrando situação semelhante durante a execução da mesma performance, anteriormente, em Salvador…

XVII Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2017

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Fui selecionado para participar do livro Vozes de Aço (XIX Antologia Poética de Diversos Autores) Homenagem (ACEITA E AUTORIZADA) ao escritor/Acadêmico Geraldo Carneiro no XVII Concurso Nacional PoeArt de Literatura – 2017.


Poemas, de minha autoria, que estão no livro: Movimento cósmico Universos colidem... e se amalgamam
em grandes e inúmeras galáxias... rodopiam,
rodeadas por imensos quasares... energia
em suas fronteiras de luz que nunca terminam... Mundos se formam... se desformam, num átimo.
Tudo que era, deixa de ser... também tudo
que não era passa a ser... num balanço de grande
monta que não para, sem começo nem fim... Mauricio Duarte

Gratidão pela vida Pedras n´água do rio
são como falsos desvios;
trazem alguns caminhos,
mas não impedem, assim,
o fluxo do tal rio... Também esses que perdem
gratidão pela vida;
trazem deles caminhos,
mas não impedem, assim,
o fluxo maior da vida... Mauricio Duarte

Carlos Scliar

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Carlos Scliar
O máximo do sintético num cubismo revisitado com carga gráfica pessoal e intransferível...  Assim vejo o trabalho artístico de Carlos Scliar; pintor, gravador, desenhista, ilustrador, designer gráfico, cenógrafo e roteirista.  Scliar nasceu em Santa Maria, no Rio Grande do Sul em 1920 e recebeu as primeiras aulas de arte com o pintor austríaco Gustav Epstein em 1934.  Um ano depois, defrontou-se com o dilema de todos os artistas plásticos da época: conformar-se com a arte das academias ou iniciar sua própria leitura do modernismo.  Escolheu o último e logo assumiu posição de contestação aos acadêmicos, juntamente com artistas do grupo Santa Helena. Ao longo de sua carreira brilhante, burilou sua poética visual com amplas perspectivas e possibilidades, sempre visando uma inovação.  Suas colagens em relevo enceradas s/tela demonstram o seu grande viés de pesquisa pictórica e gráfica, consubstanciado em peças de arte que retratam coisas simples.  Um copo numa mesa, junto co…